30 julho, 2006

 

"Dei um enema pro meu gato"


 

Historinha ilustrada. Com desenhinhos, felizmente.


 

 

 

Cuidado: YouTube vicia!


 

Pessoal, só hoje tirei um tempo para pesquisar a fundo as maravilhas desse YouTube. O negócio ainda tá engatinhando, mas com o tempo ele vai tornar emissoras de TV obsoletas. Afinal, pra que esperar os gols da rodada no Fantástico, se eu posso ver agora?

E graças aos milhões "capturadores de fita cassete" anônimos deste mundo, a tendência é que nada que tenha sido registrado em vídeo se perca em armários bolorentos. Até festinha de aniversário e filmagem do parto do pimpolho vão acabar caindo na boca, ou melhor, nos olhos do povo. Maravilha!

E pro diabo os direitos autorais! Qué dinheiro, vai capiná debaixo do sol quente, porra!

Algumas pérolas encontradas só hoje:

 

 

 

 

O Elvis dos Balcãs


Esse aí é o representante da Iugoslávia no Eurovision Contest (espécie dos nossos "Festivais da Música" dos anos 60 e 70, disputado entre músicos da Europa e adjacências) de 1971. A audiência européia chiava muito da performance dos iugoslavos, dizendo que tocavam "música de enterro", daí resolveram mandar algo mais "pop" desta vez. Deu nisso.


 

 

 

 

29 julho, 2006

 

 

"Videoclipe" do Hino da União Soviética

Este parece ser um vídeo da antiga TV soviética com o fantástico e inigualável hino nacional deles. Tipo aquele videozinho de encerramento da TV Cultura com o Hino Nacional Brasileiro.

 

 

 

 

22 julho, 2006

 

Link pra um blog falecido


 

Pesquisando sobre o Jabor, acabei achando esse blog aí, o Olhos Vidrados. Infelizmente seu dono (ainda não sei se é dono ou dona) parece ter desistido dessa inglória vida de blogueiro. Não é pra menos. Invoco a frase do Sr. Nick Wirth, que foi dono de uma equipe de Fórmula 1 fracassada e azarada (um piloto morreu, e o substituto quebrou as pernas na primeira corrida) entre 1994 e 1995, a falecida Simtek: "Estar na Fórmula 1 é muito difícil, e eu não desejo isso pra ninguém!"

O Olhos Vidrados dá uma espinafrada boa no Jabor, por conta de um comentário imbecil feito por este no Jornal Nacional logo após ser dada a notícia do assassinato do ex-guitarrista do Pantera, Dimebag Darrel, por um americano pinel (isso foi em Dezembro de 2004). Jabor, obviamente, destilou seu preconceito contra o "heavy metal das drogas e do ódio" e retomou à sua nostalgia calcinha-molhada clichê de sempre do "bom rock dos anos 60, Beatles paz-e-amor". Indignado, o blog mandou algumas mensagens ao site da Globo, e afirma ter recebido a seguinte resposta de um funcionário da emissora:

"Antes de mais nada devo confessar que não acompanhei a cobertura,
assim não tenho condições para comentar. Agora, uma coisa é a matéria jornalística, outra é a opinião livre do Jabor. E, mesmo nesse caso, aposto que se ele pisou na bola foi por absoluta falta de conhecimento. Há algum tempo eu tive que dar umas "aulas" por aqui para explicar que "hip-hop" não era apologia do tráfico. Vou comentar com a moçada, mas esse episódio serve para mostrar que as pessoas aqui agem e eventualmente erram com independência, ou preconceito pessoal, uma vez que ninguém pode imaginar que existe uma recomendação editorial contra heavy-metal... Grato pelo toque. Abraço"


A conclusão do blogueiro, ou da blogueira (bem, podem ser mais de uma pessoa, ou sei lá), me rouba as palavras:

"Desta forma, se em algum momento, você estudante de jornalismo imaginou desistir da faculdade por acreditar numa suposta falta de aptidão, vá em frente. Se alguém pode falar sobre algo em relação ao qual é ignorante, no programa de maior audiência no Brasil, você também pode. Não me aborreço apenas como fã do artista (do cara do Pantera, não do Jabor), mas também como estudante de jornalismo, que assiste a tamanha irresponsabilidade e desprezo pelo espectador que assiste o jornal."

Vou mandar um e-mail, pra ver se o blog reanima. Se for muié e não tiver programa, posso até chamar pra sair (ôpa, a patroa tá vendo, disfarça...).

 

 

 

Esse Arnaldo Jabor...


 

Ou a Globo não paga bem, ou o véio anda gastando uma grana feia em vícios burgueses do tipo "viagem a Nova Iorque uma vez por mês" e tem que ficar fazendo essas palestras pelo Brasil a fora pra equilibrar o orçamento.



Façam uma busca no oráculo (Google) e verão: o homem tá em todas! Evento do Sindicato dos Médicos de não-se-onde, evento da Prefeitura de BH sobre ambientalismo, Seminário e Expo Internacional para Fornecedores das Indústrias de Higiene e Limpeza em São Paulo (não estou inventando isso!), e lá está o véio a bostejar sobre o Brasil a partir de sua visão estreita de Zona Sul carioca. Aliás, não sei por que ele fala tanto sobre Brasil, já que gosta mesmo é de Manhattan.

Ter uma figura que "aparece na Globo" no palco ajuda os organizadores a atrair público e renda, daí os pobres médicos, ambientalistas e fabricantes de papel higiênico gastam uma boa merreca para ouvir basicamente a mesma coisa que eu escuto de graça na CBN pela manhã nos dias em que vou trabalhar de carro.

(Parêntese longo: alguém aí já leu "1984"? Se não leram, alguém aí já viu o filme "1984"? Lembram dos "Dois Minutos de Ódio", filme que os cidadãos da fictícia Oceania assistiam estrelando o inimigo da pátria Goldstein blasfemando a pátria e o Grande Irmão, levando a audiência a urrar de ódio e arremessar pesados dicionários de Novilíngua contra a tela? Lembram que, apesar do ódio que sentia, a audiência não conseguia simplesmente virar as costas à exibição, permanecendo até o fim, atraída pela própria histeria e pela cartase coletiva? Pois é, aquela é mais ou menos a reação que tenho escutando o Jabor na CBN - exceto que o Goldstein falava, afinal, a verdade. Se algum dia eu bater o carro pela manhã, pode saber que a culpa foi dele.)

Nesse evento da FECOMÉRCIO-MG, os comerciantes associados tiveram desconto especial e pagaram R$ 98,00, ou o equivalente a 2,5 engradados de cerveja numa distribuidora camarada, para ouvir Jabor falando sobre "Brasil - Atraso e Modernização", além da palestra do Dr. E. Jonath sobre "Os Segredos dos Campeões". Bom, pelo menos a palestra do Dr. Campeão deve ter valido a pena, e os comerciantes mineiros devem ter aprendido a ter sucesso na vida e não precisar rodar pelo País depois de velho dando palestras caça-níqueis para pagar a aposentadoria perdulária.

Ah, e não comprem o livro "Amor é prosa, sexo é poesia" dele, nem se estiver jogado na prateleira de descontos junto com o livro do Parreira (esse aí embaixo). É uma bosta. Sei disso porque um colega me emprestou. E nem fui eu que pedi emprestado, foi ele que insistiu, hein!



* * *

Bom, mas o que eu ia falar do Jabor era outra coisa: escutei um comentário dele na CBN outro dia (ao volante e urrando de ódio, é claro; por sorte não bati numa kombeta estacionada) em que ele descia o malho no governador de São Paulo, o Cláudio Lembo. Bem ao seu estilo, comparou o cara a um "vampiro com anemia" que só fala "baboseiras", e disse que ele era "a síntese da inércia do Poder Público no combate à violência urbana". Isso foi na esteira desses ataques do PCC, na semana passada.

Devo dizer que não nutro simpatia por esse Lango-Lango*, quer dizer, Lembo-Lembo, nem quando ele criticou a "elite branca cruel" numa entrevista e ganhou a instantânea tietagem do Mino Carta e da esquerda iludida. Mas o cara assumiu o governo de São Paulo há 4 meses e pouco. O Alckmin governou antes dele por uns 6 ANOS, se contarmos a fase terminal da doença do Covas em que o vice virou governador "de facto". E antes disso, o Covas governou por mais 5 anos e uns quebrados; ao todo foram 11 anos e 3 meses, ou 135 meses, de domínio tucano. E quantas vezes o Jabor tratou o Alckmin com a metade desse veneno destinado ao pefelê em exercício, nas inúmeras crises em penintenciárias e FEBEMS e ataques do PCC (que não começaram com Lembo, é bom lembrar) em seu mandato? É, chutar cachorro morto é bem mais fácil, afinal o Lembo já tem uns 90 anos e não vai ser mais candidato a nada mesmo...

Este é Arnaldo Jabor, o "polêmico" formador de opinião que, de acordo com as recentes pesquisas do IBOPE, não forma a opinião de quase ninguém.



(*) - Lango-Lango, esse boneco horroroso aí em cima, é marca registrada da Glaslite (eu acho). Pensando bem, "Lango" nem é tão parecido assim com "Lembo". Foi mal aí pelo trocadilho forçado.

 

 

 

 

20 julho, 2006

 

Será que aprendemos alguma coisa?


 

Nova Iorque, 2001



Beirute, 2006


 

 

 

"Queridos libaneses: MORRAM!" - assinado: criancinhas de Israel


 

Óia aí o que eu recebi por e-mail hoje:



Crianças israelenses escrevendo mensagens em mísseis que serão jogados no Líbano para matar 100 civis e um "suspeito" de ser cunhado do vizinho do reserva de aspone do Hezbolá.

Inútil, já que os mísseis só podem transmitir uma mensagem.

A gente sempre imagina que do "lado de lá" é que estão os animais, os caras que não valorizam a vida, as muié que querem parir 15 filhos para todos virarem homens-bomba, os malucos que se jogam com avião e tudo no arranha-céus. Daí vimos que a banalização da violência atinge a todos nós, inclusive numa menina meiga como essa aí, que podia muito bem ser sua sobrinha ou prima mais nova.

É um tanto frustrante pensar que vamos todos morrer velhos (ou assim esperamos) sem que essa e outras guerras tenham fim, que vamos ter de conviver com o fato de que as pessoas se odeiam e se matam e não há o que reles mortais como nós possamos fazer. E pensar que a neta dessa menina aí em cima vai também escrever mensagens para o adversário receber junto com a explosão.

O Carlos Reiss, que é atleticano, judeu, cidadão israelense e está servindo nas Forças de Defesa de Israel, por sorte está longe da região de conflito (afinal, um atleticano tem que dar sorte de vez em quando). Quando puder, vai dar o relato em primeira mão de como vão as coisas por lá.

Perguntei se ele acha que Israel estaria cometendo essa barbárie contra o vizinho se o Irã já tivesse suas ogivas na agulha. Ainda não teve tempo de responder, mas eu tenho a firme convicção que só a proliferação nuclear, que é a proliferação do medo, vai trazer a paz ao mundo.

Pelo menos até alguém apertar o primeiro botão.

 

 

 

Ascensão e queda do Orkut, por André Dahmer


 



Malvados é leitura obrigatória e diária na internet.

A propósito, Melin é um dos fugitivos mais recentes do Orkut. Já eu, permaneço firme.

 

 

 

 

14 julho, 2006

 

Newton Cardoso e PT agora são aliados...


 

Como diria um leitor gaúcho, "essa vida é uma desgraça".

Sou ainda jovem, mas não achei que eu fosse viver para ver uma coisa dessas...

O Newtão ainda disse que ele e o Lula são "companheiros de gole". Coitado do Lula se for acompanhar o Porcão: a cirrose leva ele antes do impeachment, e aí a Presidência fica nas mãos do Zé Alencar.

O Zé Alencar é meio como aquele goleiro frangueiro que é o eterno reserva do seu time: a gente torce para que nada de ruim jamais aconteça com o titular, senão, tamo fudido.

Pelo menos o Fernando Pimentel, prefeito de BH, teve a dignidade de dizer que se sentia constrangido pela presença do Newtão - que é candidato ao Senado - na coligação. Os demais petistas, como o candidato ao Palácio da Liberdade Nilmário Miranda, até agora têm optado pelo conveniente silêncio.

O pior de tudo é que não há razão alguma para o PT nacional insistir nessa aliança besta, já que o Aécio vai ganhar com o pé nas costas de todo jeito e o Nilmário, de novo, está saindo só pra perder. A única "vantagem" disso é impedir o PMDB de debandar pro lado do PSDB em Minas, inviabilizando a candidatura do véio Itamar ao Senado. Eu, pelo menos, prefiro um Itamar na oposição que um Newtão como "aliado".

Agora o jeito é saber quem serão os candidatos de esquerda pro Senado. Se o P-SOL não aparecer com ninguém decente, o jeito vai ser apelar pra Nêga Ângela, do PCO, o Partido da Causa Operária!

 

 

 

 

11 julho, 2006

 

Mais uma "polêmica" da internet...


 

Uma notinha publicada na "IstoÉ" quase me fez engasgar com meu pão com mortadela no meu café-da-manhã de hoje. Entitula-se "Polêmica na Internet", porque aparentemente os editores do semanário não conseguiram arrumar um título menos original.

Pra encurtar a história: um sujeito de 23 anos entrou na comunidade "Armas de Fogo" do Orkut e perguntou se um três oitão era capaz de matar alguém (!). Depois de conseguir a confirmação que queria, o dito cujo enfiou 2 tiros na ex-namorada. De acordo com os editores da IstoÉ, "o crime trouxe à tona a polêmica sobre o acesso de informações na internet."

Forrest Gump já dizia: idiota é quem faz idiotices. E vice-versa, poderíamos dizer. Mas a mídia gorda fica tentando criar Ibope atribuindo a responsabilidade por toda sorte de bestialidade a fatores externos, de preferência fatores externos que não gozem de boa reputação perante mamães e papais bundões, como internet, RPG, heavy metal, maconha e livre pensamento.

Uma apuração jornalística correta deste assassinato diria simplesmente que o assassino era um completo idiota. A manchete deveria ser "Idiota Mata Ex". Vamos às evidências:

- o assassino tinha um perfil no Orkut. Não é que todo mundo que esteja no Orkut seja idiota, mas a recíproca é verdadeira: todo idiota brasileiro razoavelmente afabetizado com acesso à internet está no Orkut. Isso explica as comunidades e tópicos imbecis e o fato de a comunidade do Alckmin ter 2 vezes mais membros que a do Lula.

- o assassino perguntou se um 38 pode matar uma pessoa. Esta é a evidência mais cabal. Talvez ele tenha achado que o 38 era o revólver mais difundido no país porque faz cócegas...

- o assassino matou a ex-namorada poucos dias depois de deixar registrado no Orkut uma prova cabal contra si mesmo. Afinal, se até os tiozinhos da polícia descobriram, é porque o idiota nem teve o trabalho de apagar suas mensagens, ou fazer sua "pesquisa" utilizando um perfil falso.

- a vítima foi a ex-namorada. Quem fica obcecado por ex-namorada ou ex-mulher em geral é um idiota.

 

 

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