28 abril, 2006

 

Chernobyl, 20 anos depois


 

Em 1986 um dos 4 reatores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia (então parte da União Soviética) explodiu durante um procedimento técnico, jogando aos ares a maior nuvem de radiação já registrada, equivalente a cerca de 30 bombas de Hiroshima.

Depois de dias tentando minimizar o incidente - em oposição à filosofia de abertura de Mikhail Gorbachev - as autoridades soviéticas foram forçadas a reconhecer que a coisa tinha sido realmente grave. Toda a área num raio de 30 km da usina, incluindo a cidade de Pripyat, onde moravam os operários de Chernobyl, foi isolada e deverá permanecer assim por pelo menos uns 100 anos, embora determinados resquícios de radiação possam perdurar por mais de 10 mil anos no lugar.

Muitos moradores deixaram as casas levando apenas a roupa do corpo e documentos pessoais, já que as equipes de evacuação asseguraram que, em algumas semanas, todos estariam de volta...

A jovem cidade de Pripyat, fundada em 1970 justamente para abrigar os trabalhadores da usina nuclear, virou assim um lugar fantasma, e um museu do fim da era soviética a céu aberto. Abaixo, algumas fotos recentes da reportagem da BBC:



A usina nuclear ao fundo; em primeiro plano, os prédios residenciais na sempre monótona arquitetura soviética.



O parquinho seria inaugurado no dia do trabalhador (o 1º de Maio, como aqui no Brasil), não fosse a cidade evacuada após o desastre na madrugada de 26 de Abril. A roda gigante jamais foi usada.



Um pôster saudando o "12º Plano Qüinqüenal", iniciado em 1986.



Navios abandonados no porto, deixados ao gelo e à radiação.

 

 

 

 

23 abril, 2006

 

Enciclopédia dos Apelidos Mais Desgraçados da Humanidade


 

Verbete de hoje: Butão



- Comé que é o nome do lateral esquerdo do time deles?
- Butão
- QUÊ?
- BU-TÃO!
- Nossa, que apelido mais desgraçado!

Não me lembro ao certo o nome completo do Butão, veterano e atuante lateral-esquerdo que atuava pelos sem-camisas (e às vezes pelos "com-camisas") na sagrada pelada de sábado da AABB da cidade de... bem, a cidade não vem ao caso. Butão era um líder nato, determinando o posicionamento tático da equipe, pedindo faltas e reclamando da falta de empenho dos companheiros mais preguiçosos. Para inaugurar o ginásio esportivo na cidade, foi organizado um torneio de futebol de salão na cidade, e Butão utilizou seu espírito de liderança para formar a equipe que eventualmente se sagraria campeã, o "Toca Fácil". Além de capitão e fundador do Toca Fácil e lateral-esquerdo dos sem-camisas (ou com-camisas) na AABB, Butão era comerciante nas horas vagas.

Como se sabe, Butão é também o nome de um pequeno reino encravado no Himalaia entre a Índia e a China, que divide com o Peru, a Chechênia e a República Tcheca o seleto rol de países com nomes constrangedores. Em algumas enciclopédias brasileiras mais pudicas, o Butão é por vezes chamado de "Bhutan", nome dado pelos colonizadores ingleses ao remoto país. Para sorte dos apresentadores de telejornais, pouco acontece no Butão, senão eles engasgariam ao pronunciar o nome do País, mais ou menos do mesmo jeito que se atrapalhavam ao pronunciar o nome do famoso (e falecido) mafioso italino Tommaso Buscetta.

Contudo, butão, no Brasil, assim em letra minúscula, é um dos muitos nomes para uma parte maldita da anatomia humana que, apesar da importância indiscutível de sua função, sempre foi objeto de desprezo e do ridículo por questões morais: o brioco.

As causas para o "nosso" Butão (o lateral-esquerdo, naturalmente) ser chamado de Butão são obscuras e se perderam no tempo, de modos que não sabemos se trata-se de uma referência ao Butão ou ao butão. Creio eu que a primeira hipótese é mais aceitável, devido à semelhança física do Butão com um camponês típico das montanhas do Butão (ver foto abaixo).



O fato de Butão levar seu apelido na esportiva também nos leva a descartar a relação entre seu codinome e uma parte pouco nobre da anatomia. O que não impede que o comerciante/lateral-esquerdo seja alvo freqüente de piadinhas e trocadilhos, sempre pelas costas, obviamente.

E como se não bastasse haver um Butão na cidade, na verdade haviam dois "Butões": além do Butão comerciante, havia também o Butão da oficina mecânica. Este, porém, viveu muitos anos nos EUA e por isso ficou em relativo esquecimento. Ao voltar à cidade, instalou-se a confusão: "Butão, qual deles?" Sobrou pra esposa do Butão: enquanto o dekasségui era chamado de "Butão da Oficina", o "nosso" Butão passou a ser conhecido como "o Butão da Delza" (nome fictício da esposa dele). Claro, daí nasceram várias piadinhas infames do tipo "já viu o Butão da Delza hoje" e etc.

 

 

 

A estréia do "Só Mambaia"


 

Já está no ar, mas ainda em sua versão "Beta", o blog "SóMambaia", feito pela besta aqui e o leitor e amigo de longa data Bruno Caldeira, vulgo "Morcegão" ou "Spock".

O Só Mambaia é dedicado exclusivamente ao futebol. Por este motivo, o "SUBMUNDO" não vai falar mais uma linha sobre o esporte bretão, dedicando-se apenas a outros esportes como lacrosse e falar mal dos outros.

Eu sei o que você estão pensando: se esse cara não consegue manter nem um blog funcionando direito, quem dirá dois. Pois bem. Esperem e verão.

 

 

 

Uma grande perda para a humanidade


 

Numa tentativa de dar ao meu humilde computador do Século XX a agilidade de seus primos mais jovens, formatei o meu HD na semana passada e inadvertidamente mandei os originais do SUBMUNDO DE NIKOLAS, versão e-zine, pro purgatório dos bytes deletados.

Aparentemente foi um castigo divino por ter postergado durante 2 anos a disponibilização de minha antologia particular neste espaço. Por sorte, as 7 primeiras edições foram salvas aqui.

Junto com os Submundos, foram também transformados em poeira virtual algumas edições do SupraMundo de Von Millus, mas esta é uma perda relativamente desimportante.

Bem, ao menos meu diretório de MP3 permaneceu intacto, preservando pérolas musiciais essenciais à minha sobrevivência, como os hits de Evaldo Braga e Odair José, sem falar no Hino do Democrata e na minha coleção de hinos de ex-países (já tenho o da Iugoslávia, Alemanha Oriental e naturalmente o da URSS, acho que agora só falta o da Biafra e Iêmen do Sul, mas estes são mais difíceis).

Mas nem tudo está perdido: sei que alguns leitores do Submundo tinham o cuidado de guardar suas edições em algum lugar outro que não a lixeira do e-mail. Ou melhor, de "alguma" leitora. MANHÊÊÊ!

 

 

 

 

18 abril, 2006

 

Communist Mutants From Space


 



O bom e velho Atari, nos tempos da Guerra Fria. Os ETs comunistas mutantes simbolizavam a síntese do "mal" naquela época, muito antes dos traficantes de cocaína e dos Bin Ladens da vida tomarem seus lugares de "inimigos da América" nos sempre ingênuos corações de lá.

Com um pouco de pesquisa e paciência, hoje um nerd (como eu) baixa em alguns segundos um emulador de Atari com todos os seus jogos - inclusive essa pérola obscura aí em cima. Claro, o mais difícil é voltar aos 9 anos e enxergar "mutantes comunistas do espaço" naqueles pixels mal-definidos.

 

 

 

 

01 abril, 2006

 

Sr. José "Não vote em mim" Serra


 

Já que a memória é fraca, apelemos às evidências de vídeo.

Aqui, num debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, nas eleições de 2004, Serra promete não abandonar o cargo antes do término, insinuando que essa história de se candidatar pra presidente ou governador não passa de "intriga da oposição". O mediador Boris Casoy provoca o candidato, a ponto de Serra recomendar ao eleitor que não vote mais nele, caso ele descumpra a promessa.

Pois é. Ontem, 31 de Março de 2006, Serra renunciou à Prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo do Estado, com menos de 50% de seu mandato cumprido. Pior: a Prefeitura de Sampa está agora nas mãos do PFL.

 

 

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