31 março, 2006

 

Heloísa Helena: "por que você quer saber isso?"


 

O Gabriel Castro, estudante de Comunicação da UnB, fez uma entrevista (ou quase) foda com a senadora Heloísa Helena (link acima). Mostrou do que o trabalho jornalístico é capaz, quando não se limita a botar o microfone na boca das figurinhas carimbadas de Brasília e a repetir as bobagens proferidas pela chefia. Seguiu a máxima do futebol do "aperta, que ela entrega".

Negócio o seguinte: um dos ideólogos e fundadores do partido da Helô Helê (o P-Sol, primeiro partido do Brasil a ter um hífen na sigla) é um italiano chamado Achille Lollo, que é procurado na Itália por um crime cometido em 1973, no episódio conhecido como "Rogo (incêndio) de Primavale". Juntamente com 5 companheiros do Partido Operário, eles botaram fogo na casa de Mario Mattei, um gari que militava em um grupo de direita. Nos anos de chumbo na Itália, as divergências políticas às vezes eram resolvidas assim. Lollo diz que queria apenas dar um susto no "pelego", mas o fato é que o pequeno apartamento dos Mattei foi engolido pelas chamas, e 2 dos filhos de Mattei (Virgilio, de 8 anos, e Stefano, de 22) morreram carbonizados.



A Justiça italiana condenou Lollo e mais 2 militantes do partido (os outros 3 foram salvos pelo pacto de silêncio dos comparsas) por homicídio em 1987. No entanto, Lollo conseguiu fugir para o destino-clichê de todo vilão que se preze - o Rio de Janeiro - onde vive até hoje. As autoridades brasileiras negaram sua extradição, sob o argumento da "natureza política" do crime. Apesar de o prazo de prescrição na Itália (30 anos) já ter decorrido, foi aberta uma exceção após a assinatura de um abaixo-assinado. Como não pode fazer política por lá, Achille Lollo resolveu ficar por aqui mesmo e foi acolhido de braços abertos pelo P-Sol.

Entrevista recente com Achille Lollo no Corriere de la Sera, em italiano.

Ao ser abordada pelo estudante Gabriel Costa sobre o assunto, a assessoria da socialista e libertária Heloísa Helena reagiu com desconfiança: "Este jornal é realmente da UNB? O publico alvo desde jornal são estudantes, funcionários e professores? O seu público conhece o Achille, e que ele tem haver com a Senadora?"

No fim das contas, a senadora se fez de vítima e não respondeu à pergunta (a história completa está no link, do blog do Centro Acadêmico de Comunicação da UNB). Critica as alianças do Lula mas não se incomoda com a companhia de um terrorista procurado internacionalmente. Parece que, pela "Causa" vale tudo.

 

 

 

JB: Traído pela notícia


 

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Não é à tóa que se preocupavam tanto em alterar notícias velhas no país do Grande Irmão...

 

 

 

Era melhor não saber que...


 

... uma das minhas ex-estagiárias (agora formada em Administração) ostenta no seu Orkut orgulhosamente a foto abaixo, com a legenda "a galera com o Roberto Jéfferson".


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E eu que achava que essas meninas tinham aprendido alguma coisa comigo. Está provada a falência do poder educacional do estágio renumerado.

A propósito: trata-se de uma turma de "trainees" (uma espécie de estagiário, porém graduado) de um famoso banco privado. Tenham cuidado na hora de abrir sua conta...

P.S.: Tomei as devidas medidas para preservar a identidade dos futuros gerentes de conta. Minha ex-estagiária não aparece na foto (além do quê, não é pro seu bico).

 

 

 

 

30 março, 2006

 

Perdi alguma coisa boa?


 

Na verdade, durante o tempo em que este blog esteve parado, pouca coisa realmente relevante aconteceu. Todas as CPIs, manchetes e capas da Veja são, no fim das contas, desimportantes no grande plano das coisas traçadas pelos Céus. Revire um pouco sua memória e perceba o constante "deja-vu".

Jornalismo diário vicia. Bitola. Toda a ilusão de importância acaba forrando a gaiola do papagaio.

O SUBMUNDO, daqui até o resto de seus inúteis dias, vai manter sua não-periodicidade capenga. Se tiver algo interessante para dizer, direi. Se não tiver, a culpa não é minha. Acostumem-se.

Há quem irá reclamar do tédio. A estes, recomendo que se dediquem a coisas realmente importantes: sua família, seus amigos, o sol lá fora. Jogar Playstation com o sobrinho. Não gosto do Diogo Mainardi, mas fui obrigado a concordar com o fidungo quando disse que o fato mais importante de 2005, para ele, foi ter visto o filho deficiente ensaiar os primeiros passos. Muito mais importante que o mensalão, que a política brasileira, ou o fato de trabalhar em um órgão de imprensa vil e golpista.

 

 

 

 

28 março, 2006

 

Levanta-te, e anda!


 

Não existe uma razão particular para o SUBMUNDO ter ficado na geladeira por quase 5 meses. Quer dizer, existe: seu criador é um relapso incorrigível.

Pretendo não deixar isso acontecer novamente. Mas não posso garantir nada. Se querem me ver dedicando de corpo e alma a isso aqui, passo o número da minha conta corrente. Mas, por favor, evitem depositar 25 mil de uma vez, senão vou ter de inventar alguma coisa para os federais - e essa história de "painho do Piauí" não cola mais.

Como vocês podem ver, fiz algumas mudanças na aparência - para compensar a mesmice no conteúdo. O critério, novamente, é mais estético que ideológico. Mas reparem o contraste entre o ícone soviético e a citação libertária. Paradoxal? Pós-moderno? Nonsense? Acidental?

A inspiração ainda não veio - talvez nunca virá - mas é bom estar de volta. 2006 não poderia passar em branco.

 

 

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