29 setembro, 2004

 

"Peça já para o papai ou para a mamãe..."


 

Aqui no Brasil não se fala sobre o tema porque não convém. Mas em terras civilizadas, rola uma discussão acirrada sobre os efeitos danosos da publicidade, na TV principalmente, sobre o público infantil. Quem aqui, na infância, não pediu pro papai ou pra mamãe comprar um brinquedo, roupa, disco dos Menudos, qualquer coisa que parecesse uma maravilha na TV e que, na verdade, fosse uma bela de uma porcaria?

As crianças são o público-alvo dos sonhos de todo anunciante. Assim como as mulheres, não tem discernimento crítico apurado e acabam comprando qualquer porcaria recomendada pela Xuxa ou pelo Gugu, e pagam caro, com o dinheiro do idiota do pai (ou do marido, se for o caso). Nos EUA, símbolo do vale-tudo comercial, uma criança assiste em média uns 40 mil comerciais na TV por ano, inclusive nas escolas, nos programas da TV educativa. Como retorno, os menores de 12 anos movimentam uma economia de US$ 40 bilhões por ano.

A Suécia parece ser o único país que leva a sério a saúde mental da molecada. Por
lá, é estritamente proibido veicular qualquer anúncio na TV destinados ao público-alvo de 12 anos para baixo
. Ou seja, nada de propaganda de Pokemón ou Ronald McDonald's na telinha. A emissora que insistir toma multa, e em caso de reincidência pode até perder a concessão.

Claro que por aqui isso nunca ia dar certo: iam aparecer os apaixonados defensores da "liberdade de imprensa" denunciando o governo stalinista de plantão, e aí já viu. Resta apenas invejar os suecos por mais essa, como se não bastassem as loiras lindíssimas andando com os peito de fora.

(Resolvi escolher este tema depois de participar do debate que está rolando aqui
(lá no final da página, nos "comentários") sobre as
propagandas do McDonald's veiculadas na TV Cultura.)


 

 

 

 

The Christian right is neither.

(Slogan repetido entre os espécimes restantes de vida pensante nos EUA)


 

 

 

O Assunto é Sexo (porque é disso que o povo gosta)


 

Essa foi uma amiga minha que contou: lá pelos idos de noventa e poucos, a grande novidade entre os colégios oligárquicos de BH eram as aulas de educação sexual. Era a disciplina "da moda", o "diferencial de mercado", como as aulas de informática e espanhol seriam mais tarde.

O Colégio Batista Mineiro (onde esta minha amiga estudava), querendo mostrar que não é o bastião de conservadorismo que se pensa, inclui a tal "educação sexual" no currículo da molecada. Por via das dúvidas, colocaram um pastor para ministrar as "aulas". O fato é que o pastor ficava querendo dar uma de moderninho, para impressionar os adolescentes de 13, 14 anos. Numa dessas, se excedeu e soltou a seguinte pérola:

"A melhor posição sexual é aquela em que a mulher fica de quatro, porque aí o homem fica com as mãos disponíveis".

Na mesma época em que minha amiga ficava ouvindo barbaridades íntimas do professor dela, eu estava sob o manto seguro da Santíssima Igreja Católica, no Colégio Ibituruna, lá em Governador Valadares. Ali, nunca tivemos aula de "educação sexual", porque os padres escolápios jamais permitiriam uma obscenidade dessas. O assunto era mencionado pelas "beiradas" nas aulas de "Moral e Cívica" do Zezé, um sujeito bonachão que conseguia representar os tacanhos princípios morais de João Paulo II sem cair no autoritarismo e intolerância.

Tínhamos de ler o livro "Namoro e Virgindade", escrito por um padre, para fazer um "trabalho em grupo" sobre o tema. Não devo ter lido nem a metade, mesmo porque à época estava mais interessado em futebol de botão e Super Nintendo. Mas me lembro claramente que o padre-escritor tratava a virgindade masculina e a feminina como duas coisas totalmente distintas, porque na mulher há a questão do "defloramento", a "violação" e o escambáu. Uma outra forma de dizer que os mocinhos podiam se divertir à vontade, mas as mocinhas tinham que esperar a lua-de-mel.


 

 

 

 

28 setembro, 2004

 

É hoje o dia !


 

Diálogos de Fafich, parte final:

(Ânderson, secretário e faz-tudo do Colegiado de Comunicação Social da UFMG):

- Ô Nikolas, você perdeu sua vaga! Você foi excluído! Você rodou!

- Ah, Ânderson, você já falou isso tantas vezes que até já perdeu o sentido...

(vários trâmites burocráticos depois...)

- Ó, é o seguinte: sua colação de grau vai ser dia 28, terça-feira, às 19 horas.

- 'Brigado!

Então é isso, pessoal. Estão avisados. Não vou convidar pessoalmente porque colação de grau na Fafich é um saco e não cabe ninguém naquela porra de Sônia Viegas.


 

 

 

Quem quer encher a cara de graça?


 

Numa quarta-feira dessas, um colega meu tinha saído mais cedo do serviço e tava tomando uns gole com os amigos num boteco lá no Funcionários. Parou um carro em frente à mesa deles; uma véia, bêbada, abriu o vidro e disse: "Voxêsss são é trôxxxa de tá aí, pagando pra beber! Lá no Paláxio nóisss tava bebendo o defunto do Aureliano de graçça!"

Todo presunto de ex-governador é velado no Palácio da Liberdade. O velório é aberto para todo mundo, com comes e bebes de primeira, tudo obviamente por conta do contribuinte. Então, o negócio é ficar de olho no obituário para não perder o próximo velório zero-oitocentos!

Pelas minhas contas, o próximo velório deve ser o do Hélio Garcia, e não deve demorar muito, porque aquele ali deve ter o colestoral nas alturas e o fígado em frangalhos. Ou então o próprio Aécio, se tiver uma overdose.




 

 

 

Novos superlativos do SUBMUNDO - Vol. I


 

- Mais artificial que novela de Aguinaldo Silva e Wolf Maia;

- Mais sem-graça do que "Zorra Total" e "A Diarista";

- Mais reprisado do que "Video-Cassetada" do Faustão;

- Pior que o time do América desfalcado de 8 titulares;

E por aí vai.


 

 

 

 

27 setembro, 2004

 

"Este é um país que vai pra frente!"


 

Está nas bancas a enésima capa de Veja enaltecendo o "Agronegócio", e suas quilométricas plantações de soja que, definitivamente, vão tirar o país do buraco.



Claro, monocultura, exportação de produtos sem valor agregado. A verdadeira chave da riqueza das nações. Veja a América Central, por exemplo, e a esplendorosa riqueza gerada da exportação de bananas. Ou as potências da África Ocidental, tipo Costa do Marfim e Gana, que atingiram a glória exportando café. Ou, para não precisar ir tão longe, o luxo do sertão nordestino, por séculos o celeiro de açúcar da Europa.

Chegará o dia em que todos teremos nossos jipes Grand Cherokee, andaremos de chapelão e ouviremos os sucessos da "Country Music". Quer dizer, talvez nem todos, mas quem se importa com os outros 95% da população, não é verdade?


 

 

 

 

25 setembro, 2004

 

Finalmente achei!


 

Uns dias atrás eu coloquei o desenho dum sujeito aí embaixo e não dei os devidos créditos. Por acidente, achei o blog do puto:

Mau Humor

Vale a visita. Uns troço muito engraçado mesmo. Mas deixa só eu dominar a arte do velho Paint Brush pra vocês verem...

 

 

 

O SUBMUNDO Recomenda:


 

PARA OS AMANTES DO ÓCIO IMPRODUTIVO NA UÉB:



Internet Movie Database

O maior banco de dados sobre cinema na Internet. Você procura por um filme e acha a ficha técnica, sinopse, críticas, curiosidades e até erros de filmagem ou contiuidade. Tem desde Chaplin a Trapalhões; de "Poderoso Chefão", com Marlon Brando, a "Orfeu", com Tony Garrido. O tipo de bobagem onde você entra e só sai com um guindaste puxando. Só tem um inconveniente: em inglês, sem dublagem nem legendas.

 

 

 

 

23 setembro, 2004

 

Agora vai!


 

Ó, é o seguinte: o subordinado responsável pelo antigo sistema de comentários d'O SUBMUNDO DE NIKOLAS foi mandado para reeducação na Sibéria. Vai enxugar gelo durante o dia e dormir no relento à noite, o fidu'aégua.

Contratamos agora nova multinacional capitalista para resolver este velho problema. Essa tal de "Haloscan" - porra, "Halo" não era marca de vaso sanitário? Espero que agora funcione em todos computadores, até em Linux e Pense Bem.

Então é o seguinte: clica nesse "Comments" aí embaixo pra comentar. Mais fácil que cagá de cóqui. Esse "Trackback" aí ainda estou tentando descobrir para que serve, então lembra o que mamãe falou: se não sabe mexer, não mexa. Quem clicar no "Trackback" sem autorização vai ser mandado para um passeio de Antonov sem poltrona com passagem só de ida pra Angola, pra ajudar na revolução.

Se, por ventura, não está aparecendo nem "Comments" muito menos "Trackback" embaixo deste post, o negócio é clicar no "jogo da velha" (#) que vai abrir uma outra página, aí lá embaixo vai ter um negócio tipo "Comente aqui se deu tudo errado". Um e-mail vai ser mandado diretamente pra mim, na certa me deixando muito puto. Vou fazer a mãe do dono da "Haloscan" chorar muito, se isso acontecer.


 

 

 

 

22 setembro, 2004

 

Como nos velhos tempos...


 

O candidato do PFL à Prefeitura de BH, Roberto Brant, ao criticar a suposta "compra" do PTB pelo PT - noticiado pela digníssima Veja - soltou essa no seu programa eleitoral de hoje (22/9):

"Ora, se não for para ter um pingo de decência e ética, a democracia não vale a pena."

Claro, Brant. Era muito melhor no tempo em que gente de sua laia e de seu partido mandava e desmandava no País. Um tempo em que não havia decência nem ética, muito menos democracia. Afinal, a democracia só vale a pena se o adversário agir com "ética e decência", não é verdade?

Em 1974, um Roberto Brant seria tranqüilamente nomeado prefeito "biônico" de BH. Hoje, patina nas pesquisas de opinião, perigando terminar atrás da muié do PSTU. Deve estar saudoso, o véio, de tempos não tão saudosos assim.


 

 

 

Pequeno conto kafkaniano (ó, pretensão)


 

- Alô!

Coisa que eu tenho birra com repartição pública é isso: o sujeito quer estabilidade perpétua, salário do bão, aposentadoria aos 40 e poucos, mas é incapaz de atender o telefone direito. Hoje em dia, até num boteco de esquina atendem o telefone com dignidade: "Bar e Restaurante Buraquinho, boa noite?". Claro, não se pode esperar a mesma organização e critério de um buteco numa repartição pública. Seria demais.

- De onde fala, por favor?

- Você quer falar com quem?

Um servidor público esperto nunca dá o seu nome para o coitado que precisa do serviço. Felizmente, há os honestos, normalmente iniciantes, que revelam a "identidade secreta". Estes são os que mais sofrem: uma vez que resolvem o problema de um sujeito, viram referência pro resto da vida. Até depois da merecida (e altamente deficitária aos cofres públicos) aposentadoria.

- Eu gostaria de falar com a Fulana, por favor.

- Ah, tá, só um minuto. (Entra a mensagem de espera, ou o famoso Für Elise eletrônico: PI-RI-RI...)

É sempre bom ter anotado o ramal e, acima de tudo, o nome da pessoa que previamente te atendeu numa Receita Federal ou DETRAN da vida. Se você ligar e simplesmente pedir pra falar "no setor responsável por...", é provável que você seja transferido de um batedor de carimbo para outro até que a linha caia - ou algum deles desligue o telefone "sem querer" (um ato falho, Freud diria).

Mas, às vezes, nem assim dá certo. Já ouviu falar da Lei de Murphy?

- Olha, a Fulana não trabalha mais aqui, tá?

- Então, com quem eu posso falar a respeito de ...

- A respeito de QUÊ?

- A respeito de ...

- Olha, isso aí você tem que olhar na Coisa Estadual, aqui é a Coisa FE-DE-RAL! OK?

A esta altura você já perdeu uns 30 minutos do seu valioso tempo. E tudo isso por nada. Tem que começar tudo de novo na Coisa Estadual. E existe uma chance boa da pessoa que te atendeu estar completamente enganada. Azar seu, que não tem dinheiro no banco nem parentes importantes.

(À propósito: o autor deste post não coaduna com a ideologia do Estado mínimo e a privatização e terceirização dos serviços públicos. Neoliberal é a sua vó!)


 

 

 

 

21 setembro, 2004

 

Porco falando do Toucinho


 

Acho que já está mais ou menos óbvio que a campanha do João Leite - candidato a prefeito de Belo Horizonte pelo PSB - tem no aliado PSDB seus mentores intelectuais e, possivelmente, financeiros. E é também graças ao tamanho da bancada do PSDB na Assembléia Legislativa que a candidatura garante a maior parte do seu tempo de TV. Não é de se supreender, portanto, que a propaganda eleitoral do ex-goleiro siga o mesmo estratagema da campanha do tucano Serra em 2002: o candidato aparece sempre sereno, abraçado ao povão e fazendo suas promessas, depois entra um ator deitando o porrete no adversário mais próximo nas pesquisas.

O que espanta é o cinismo. A convicção de que o eleitor é um idiota com amnésia.

Os estrategistas por trás de João Leite encontraram na Escola Plural "do PT" o calcanhar de aquiles da administração Castro / Pimentel. Chocaram a audiência ao apresentar alunos da 4ª série de escolas municipais que, entre garranchos, trocam cedilha por dois esses, o jota pelo gê, o gê pelo jota e por aí vai. Provas vivas do fracasso da Escola Plural, "do PT".

Esqueceram-se de dizer que a mesma Escola Plural "do PT" é implementada em várias redes de ensino estaduais. Para citar só duas: a de São Paulo e a da Minas. Em ambos os casos, criadas e sustentadas por governos do PSDB. Uma vez a IstoÉ fez uma reportagem sobre a Escola Plural no Estado de São Paulo. Encontrou 4 meninos na quinta série que eram completamente analfabetos. Não era uma questão de trocar jota pelo gê: os fudidos mal desenhavam o próprio nome. O Alckmin disse que "a culpa era dos professores".

Outra crítica da campanha de João Leite contra a administração municipal em BH diz respeito ao "endividamento da Prefeitura", conduzido pelos petistas perdulários. Pois sim, o candidato dos tucanos denunciando o endividamento alheio. Por acaso era tucano aquele Presidente que dobrou a dívida externa e fez a dívida pública da União se multiplicar como uma criação de coelhos? E aquele governador de Minas, hoje senador, que antecipou a arrecadação que seria do sucessor pra pagar o último décimo-terceiro salário de seu mandato, de que partido era mesmo?

Sorte do Pimentel que ele nasceu homem, senão os chauvinistas do lado de lá iam, além de tudo, chamá-lo de "Dona" Pimentéia.

 

 

 

 

18 setembro, 2004

 

Tô ficando velho mesmo


 



Pirralho do filme "Esqueceram de Mim" é preso com maconha nos EUA


Como diriam aquelas véia do interior: "de pensar que eu vi esse minino nascê!"

Será que vamos viver o suficiente para ver o Jordy e a Xaxa (é assim que escreve o nome da filha da Xuxa?) aprontando também? E como será o ostracismo da Sandy? Será que a Gisele Bündchen vai manter a dignidade depois de véia ou vai virar uma Rita Cadilac da vida?

Ô, quantas dúvidas sobre o futuro! Morrer jovem pilotando uma motocicleta sem capacete definitavamente não vale a pena.

(Com este post devo dobrar o número de visitas nesta bagaça. Neguinho vai digitar "Xuxa" ou "Sandy" no oráculo Google e cair aqui por acidente.)


 

 

 

 

17 setembro, 2004

 

Saudades do Lula de 89


 

Num debate no segundo turno das eleições de 1989, Lula disse que "iria acabar com a escola particular". O Alexandre Garcia, mediador do debate, escreveu na sua biografia que sentiu um frio na espinha. Deve ter ficado com medo de ver o Júnior de mochilinha Company no meio da pobraiada catarrenta. O Lula de 89 foi realmente uma oportunidade perdida na história brasileira que dificilmente se repetirá. Não dá pra prever no que ia dar aquele governo, mas boas brigas não iam faltar.

Em contraste, o Lula de 2004 me vem com essa Medida Provisória que dá isenção de impostos para as faculdades particulares em troca de bolsas para alunos carentes. Na prática, os donos de faculdade vão deixar de pagar imposto em troca de investimento quase zero - os carentes vão ocupar as vagas que seriam dos aprovados no vestibular, ou as que sobrarem. Ninguém vai construir prédio e contratar professor pra dar aula de graça pra pobre. Uma mão na roda para os "empresários da educação" (só no Brasil para existir uma porra dessas), que entraram numa de grana fácil com a orgia promovida pelo ex-ministro Paulo Renato de Souza e agora estão quebrados por causa da inadimplência - ou por terem a reputação abalada por deixarem analfabeto passar no vestibular.

A única parte louvável neste projeto é também a mais intrigante: as faculdades "filantrópicas", como as PUCs, vão ser obrigadas a abrir vagas para carentes a troco de nada - já que elas, como "filantrópicas", já não pagam imposto algum à União. Ótimo, mas o que intriga é: COMO a PUC é considerada filantrópica, se cobra mensalidades caríssimas de seus alunos, e se é preciso uma medida do governo para OBRIGÁ-LA a ceder um percentual miserável de 20% de suas vagas a alunos carentes? Só porque é dirigida por padres é filantrópica?

O Lula de 89 é que era foda. Prometia investir na escola pública para acabar com a particular dos filhinhos dos funcionários da Globo. O de 2004 fica arrumando paliativos para contornar o problema e o orçamento, e cedendo aos lobbies dos tais "empresários de educação", gente que enriquece com o desespero dos fudidos que querem um canudo a todo custo para fugir do desemprego.

Para finalizar, uma provocação gratuita: pesquisa de opinião feita às vésperas do segundo turno das eleições de 89 davam a Lula uma pequena vantagem em relação a Collor entre o eleitorado masculino. Mas a muiezada achava o cheirador lindo de morrer, e olha no que deu...


 

 

 

"Sem-terrinha em ação, pra fazer revolução"


 

A Veja da semana passada (8 de Setembro) trouxe uma reportagem sobre as escolas que o MST mantêm para a filharada de seus integrantes. Colega de trabalho meu leu e ficou assustado. A revista diz que o MST "incita o ódio" - como se não bastasse o marxismo ateu - na molecada, e podemos imaginar que o resto do texto segue a linha do "esses animais já passaram de todos os limites", como de praxe:



Do alto de minha ignorância, penso que o MST está fazendo um favor para o Estado brasileiro e, principalmente, para este filhos de zé ninguéns, que de outra forma cresceriam analfabetos. Se o ensino vem impregnado de ideologia marxista, qual é o problema? O ensino sempre foi tradicional reduto de ideologias:

- No regime militar, implementaram uma disciplina chamada OSPB (Organização Social e Política Brasileira), depois substituída pela "Moral de Cívica", como obrigatória no currículo do antigo Ginásio (5ª a 8ª séries do 1º grau). Ambas ensinavam sobre a realidade brasileira em tons verde-oliva.

- No meu colégio católico, rezávamos o Pai-Nosso, de pé, antes do começo da aula - uma vez um ateu foi expulso da sala porque não quis levantar e participar da oração.

- Em outro colégio, presbiteriano, uma professora de religião explicou que o filho "ilegítimo" de Abraão com uma criada foi expulso de casa pelo véio, indo morar na região onde hoje é o Iraque. Os iraquianos seriam, então, descendentes de um bastardo. "É por isso que aquele povo é ruim assim", explicou a professora.

- Um amigo meu estudava num colégio militar. Tinha de andar com o cabelo cortado à máquina, porque cabeludo não passava do portão. Nas aulas de educação física, havia um muro gigantesco para impedir que os rapazes espiassem as moças de camiseta e bermuda.

- E toda escola particular faz questão de nos lembrar o quanto a escola pública é uma merda, e que devemos nos dedicar mais porque, afinal, "seus pais estão pagando caro pela sua educação".

Em vista dessas alternativas, a dialética e a luta de classes não me assustam tanto. Se os catarrentos vão aprender marxismo e crescer com ódio do estado das coisas que os relega à condição de fudidos de beira de estrada, a culpa é menos do MST do que de quem tá com medo.

 

 

 

Devo ter jogado pedra na cruz...


 

É oficial: a porra dos "comments" não funciona em Windows XT e esses troço moderno. Estamos trabalhando, com fé em Deus, pra dar jeito nesta obra de Satã.

Já são 3 os leitores a reclamar da falta de espaço para eles aqui. Bom, dediquemos este post a eles, então:

Lara, minha irmã caçula, disse que não viu o filme "Olga", mas implica com a cara de "muié sofre" da Camila Morgado. E mandou notícias da casa de mãe.

Lili Prata, a única dentre os recentes egressos do curso de Comunicação Social da UFMG a conseguiu seus merecidos 15 minutos de fama - mais que isso, até - quis só dizer que esteve por aqui, mas não achou lugar para comentar e mandar beijinho.

Bruno Morcegão, amigo de longa data, militante do movimento estudantil e cachaceiro nas horas vagas, quer saber onde está a porra do espaço para a "contestação" e a "crítica". Chamei ele pra porrada: criei um login e uma senha pro maoísta publicar, aqui mesmo, sua fúria. Tirem as crianças da sala, porque este rapaz não tem a menor consideração pela moral cristã e os bons costumes. E, dizem, é um enviado de Moscou.


 

 

 

 

13 setembro, 2004

 

Não era pra ser engraçado...


 

Claro que o "Olga" não é um filme tão bom quanto a Globo quer fazer você crer nem tão ruim quanto os aficcionados pelo cinema maldito dizem. E se fosse pra fazer super-produção mesmo, era pra pôr aquele pessoal todo num curso de alemão e russo pra coisa ficar autêntica, e depois botar legendas - mas aí não serve pra Globo, que quer atingir justamente os analfabetos que não leêm legenda. Já repararam que todo filme que passa na Globo - até no "Corujão" - é dublado?

Mas houve uma cena do "Olga" onde o Jayme Monjardim realmente errou a mão. É a hora que mamãe Olga vai parir a cria: eles dão um close no rosto da Camila Morgato (é esse mesmo o nome?) todo contraído, trêmulo, os dentes cerrados, uma careta mais feia que a do Kiko do Chaves quando alguém pisa no pé dele. Eu consegui segurar o riso, mas teve um puto que não agüentou e soltou uma gargalhada no que era pra ser uma cena forte, dramática. Foi a senha pra metade da platéia cair na risada. Alguma coisa saiu muito errada naquilo ali.

Agora, toda vez que eu ouvir falar de Olga Benário, vou lembrar da Camila Morgato fazendo cara de Kiko e ter que segurar a risada. Imagina a cena: eu visitando um campo de concentração na Polônia, aquela coisa sombria. Vem o guia e diz "é aqui que foi executada Olga Benário" e aí eu disparo a rir convulsivamente, para horror dos outros turistas.

Valeu, Monjardim!

 

 

 

A propósito


 

Debaixo de cada post, é pra estar aparecendo uma mensagem em vermelho (grená não que é coisa de veado): "Ninguém comentou, portanto eu devo ter razão", ou coisa assim. Quem está afim de comentar, tem que clicar lá, sacaram? É uma chamada pra comentários, tipo pegadinha... É, não sou bom nessas coisas...

Mas parece que em alguns computadores não aparece. Talvez seja um problema de resolução. Se essa porra tiver dando defeito, por favor, mandem um e-mail pra mim no twogalos@hotmail.com , pra eu ver como vou resolver essa bagaça.

"Só trabalho sem lazer faz de Jack um bobalhão!"


 

 

 

Powered by Microsoft Paint


 

Óia esse troço que eu recebi agora há pouco. Tipo H. Milen: o sujeito não sabe desenhar, mas o que vale é a idéia da coisa.



(Alguém, por favor, me mande o nome desse rapaz, pra eu dar os créditos direito.)

 

 

 

 

12 setembro, 2004

 

Nikolas, o véio rabugento


 

Sou só eu ou aquela obesa da Regina Casé batendo papo com aborrescente no "Fantástico", bancando uma de "tiazona" da galera, soa artificial demais e é insuportável de assistir - mesmo para o público adolescente?

Tem mais alguém aí que tem vontade de esganar aquela Cissa Guimarães toda vez que ela aparece no Fantástico, fazendo aquela representação ridícula de "repórter"?

Estou sozinho ou vocês também acham que aquela apresentadora do Esporte Espetacular (Milena Ciribelli, ou coisa assim) tá mais pra paquita do que qualquer coisa, e que qualquer véio barrigudo que fica tomando cerveja em boteco sabe mais de futebol do que ela?


 

 

 

O genial Allan Sieber


 

É sério, queria ser igual a esse cara quando eu crescer. Óia o que o gaúcho disse do seriado "Sex and the City":

"Finalmente chegou ao fim o terrível Sex and the City, seriado incensado pela mídia e tido como revolucionário por mostrar mulheres falando sobre sexo oral no café da manhã e outras 'ousadias'. Na verdade era um puta de um retrocesso, isso sim. Mostrava o cotidiano de 4 mulheres independentes, com mais de 30 anos, bem sucedidas e moradoras do lugar mais caro do mundo, a minúscula ilha de Manhattan. Mas ao invés de vermos mulheres fodonas tocando o horror e aproveitando a vida, o que rolava era choramingos non stop de mulheres choronas querendo casar com qualquer um a qualquer custo. (...)Parece que no fim as quatro acabaram casadas e com 5 filhos cada uma, deixando bem clara a mensagem do programa: não adianta ser rica, independente e bonita, tem que ser casada, com 17 filhos e apanhar do marido."

Ô inspiração divina! Qualquer dia escrevo uma coisa dessas sobre o "Saia Justa", aquele programa ridículo com a Magda, a Fernanda Young e a Rita Lee - prova viva de que maconha destrói neurônio, sim!

 

 

 

 

11 setembro, 2004

 

CFJ neles - Parte 1 de não-sei-quantas


 

Não assino jornal e só leio no serviço, de graça. Mas às vezes acho nem de graça vale a pena. Veja bem, tanto cientista político aposentado de bobeira por aí e o tal Luís Garcia d'O Globo, pelo jeito mais um jornalista cretino, vai se meter a bostejar sobre o massacre das criancinhas russas e a complicada questão do Cáucuso. Olha o que eu tenho que ler:

"Quando a URSS se despedaçou, ela (a Chechênia) não teve forças para adquirir a independência permitida a outras repúblicas. (...) Era inegável o seu anseio, indiscutível o seu direito."



Só porque alguns militantes separatistas, aproveitando-se que o país ao qual pertencem está indo pras cucuia, pegam em armas e declaram independência, não quer dizer que o direito deles é "indiscutível" e "inegável". Além do quê, na Chechênia vivem russos que não querem saber de independência - e aí, como fica?

"Mas que direito real tem uma nação que o resto do mundo sequer sabia que existia?"



E o que tem a ver o cu com as calças? Por acaso o direito de uma nação existir depende de jornalistas brasileiros terem "ouvido falar" de tal país? Se fosse assim, o Suriname seria Guiana Holandesa até hoje.

"Não sabíamos que a União Soviética oprimia os chechenos 150 anos antes da queda do comunismo."



Não haveria mesmo como saber. Mesmo porque não existia União Soviética 150 anos antes da queda do comunismo - ela foi fundada em 1922. Para ser mais pedante: 150 anos antes da queda da URSS, não havia sequer comunismo!

"Não há inocentes em guerras; muito menos em conflitos étnicos."



Ora, qualquer pessoa que já leu duas orelhas de livros sobre guerras sabe que, em qualquer conflito, morrem mais civis inocentes do que militares. O Sr. Garcia parece ter uma outra idéia de "conflitos étnicos", tão comum a pessoas que só tem acesso à informação através de jornais como O Globo (e por isso são mal-informadas): conflitos étnicos são guerras lutadas em lugares dos quais nunca ouvi falar, entre povos selvagens com nomes estranhos (bósnios, hutus, chechenos) sedentos por sangue e que não pensam em nada a não ser lutar entre si, portanto entre eles não há inocentes - a não ser quando os EUA ou outro país ocidental manda rapazes louros e brancos para ajudar estes animais e acabam morrendo, o que é muito triste.

O jornalista, que no começo do artigo brada "toda simplificação é injusta e burra", escorrega no seu artigo sobre um festival de simplificações e generalizações, até terminar com a seguinte peça de desinformação e preconceito:

"Enfim, condenemos os chechenos pela tragédia em Beslan. Nada mais justo."



Nada mais ao gosto de Putins e Sharons: uma opinião pública insensível a genocídios e terror de Estado, desde que seja sob o rótulo "Guerra contra o Terrorismo". Afinal, os terroristas matam crianças inocentes, mas em "guerras" não há inocentes, certo Luiz Garcia? Os chechenos chegaram a fazer manifestações em Grozny condenando os terroristas, mas o que importa a opinião de um povo de quem ninguém (ou melhor, nenhum jornalista da minha turma) nunca ouviu falar?

O pior é ler uma porra dessas publicada na seção de opinião de um dos jornais mais lidos no Brasil. Se é essa a "opinião" que o jornalismo brasileiro tem a oferecer, então que venha logo o Conselho Federal de Jornalismo pra nos "disciplinar".


 

 

 

Aproveitando que ainda não é meia-noite


 

Já que a mídia faz tanta questão de lembrar, todo ano, o tal "Onze de Setembro" - o maior atentado terrorista transmitido ao vivo, via satélite, da História! - porque o pouco caso com, só para dar um exemplo, o aniversário de 60 anos do Dia D de Normandia, que foi em Junho agora? Se bem me lembro, o Fantástico fez uma pequena reportagem à época, mais por causa dum guitarrista do Paralamas que resolveu visitar a praia francesa do que pelo interesse histórico da coisa.

Sem falar que entra ano, sai ano, ninguém lembra do 6 e do 9 de Agosto - o dia das bombas de Hiroshima e Nagasaki, respectivamente. Ora, pra quê esquentar com um troço que aconteceu há tantos anos, e que além de tudo mal tem imagens de arquivo pra mostrar, não é mesmo?

Toda essa punheta em cima do Onze de Setembro, pra mim, só serve aos propósitos mal-intencionados de quem quer transformar os atentados em "marco inaugural de uma nova guerra e um novo mundo" e o escambáu, sendo que, se foi mesmo planejado e executado por quem dizem, trata-se de uma resposta - injusta, míope, condenável, mas provocada - no contexto do mesmo mundo de sempre e de uma guerra igual a qualquer outra. Inocentes sempre morreram em guerras, e o fato deles serem americanos ou bonitinhos não faz assim tanta diferença. Ou faz?


 

 

 

"Pô, mas o Kerry (é esse mesmo o nome dele?) parece legal"


 

Esse John Kerry é mais um da extensa linhagem de políticos americanos modernosos e sem carisma, tipo Al Gore, que vão aguardar o resultado dumas 50 pesquisas de opinião pública antes de palpitar sobre qualquer coisa. Mais artificial que Ki-Suco vagabundo, mais sem sal que macarrão de hospital. Não duvido nada que aquela palhaçada de bater continência na convenção democrata ("estou aqui para servir à América blá-blá-blá") foi ensaiada um monte de vezes na frente de uma equipe de marqueteiros. Em outros tempos, talvez achassem graça nele, só que séculos de "alternância" de poder entre democratas e republicanos - há mais divergência entre dois comunistas cubanos do que entre um republicano e um democrata nos EUA - tiveram um efeito devastador no interesse do americano médio pela política em geral, que acaba achando que é tudo a mesma merda. Fenômeno semelhante ao que se observa por aqui a cada cagada do PT.

Graças ao Onze de Setembro e ao Saddam, Bush e seus neocons são hoje os únicos capazes de despertar paixões - para o bem ou para o mal. Carregam, no imaginário dos Homer Simpsons da vida, os bastiões da defesa da "Pátria" e da "Família" contra o inimigo vil e levemente crioulo. Do outro lado, os democratas nada têm a oferecer a não ser retórica ininteligível para as massas. Os 40% das intenções de voto que Kerry ostenta são mais "anti-Bush" que "pró-Kerry".

No mais, não me sinto bem com a babação de ovo em torno de um sujeito que se orgulha de ter participado da Guerra do Vietnã, uma das passagens mais lamentáveis da triste trajetória do homem sobre a Terra.


 

 

 

Bush, o Presidente que a América merece!


 




Bush lidera pesquisas nos EUA



Podemos até não ir com a cara do sujeito, mas a verdade, a dura verdade, é que a América de hoje tem em Bush sua mais perfeita representação. A América falhou, como civilização, em transformar sua hegemonia geopolítico-econômica em cultura que preste ou em alguma ciência "nobre". Se eu fosse um fantasma da Roma antiga, iria provocar os turistas americanos que passam por lá: "Vejam, nós inventamos a Lei Romana e o latim. E vocês, o que deixarão para as gerações futuras? Baseball?"

Tudo bem, este raciocínio é um tanto simplista. A América tem, sim, méritos consideráveis em sua História. Depois de pregar o pé no rabo dos ingleses, os EUA foram o primeiro país do mundo a serem governados pelo consenso da gentalha (da gentalha branca, diga-se) e não pelo que os deuses ou os nobres achavam. Tudo bem que a inspiração foi de pensadores franceses - mas a Revolução Francesa, à sua maneira, foi inspirada no quebra-pau do Novo Mundo. Não vamos ficar aqui discutindo se foi o ovo ou a galinha que veio primeiro...

Problema é que, de lá pra cá, a democracia americana foi tomando rumos estranhos, cada vez mais próximos das elites e grandes corporações do que do povão temente a Deus e amante dos bons costumes. Talvez seja a sina de toda revolução trair sua causa. Mas, sei lá. Por mais que se diga que as democracias atuais são todas farsescas, que representação popular não é nada contra tempo de TV e Duda Mendonça, que o capitalismo já há muito dominou as mentes de todo mundo, ainda assim a América se situa num nível de ridículo só dela. O resto do mundo assiste "Tiros em Columbine", escuta os comentaristas da "Fox News", e não sabe se ri ou chora. O rei está nu, e é branquelo, gordo, grotesco, incrivelmente ignorante e mal informado. Que me perdoem os muitos americanos que têm os miolos no lugar e não têm nada a ver com minha generalização, mas não posso resistir: a América é a cara de Bush!

 

 

 

 

08 setembro, 2004

 

Vem coisa por aí


 

Ó, o relançamento oficial do SUBMUNDO - sim, porque ficamos tanto tempo parados que temos que re-lançar a parada - vai ser esta semana. Vamos mandar e-mail pros bunda-moles tomar conhecimento da ressurreição. Template novo, figuras novas, quem sabe até uns colaboradores pra quebrar os monólogos? Vamos tacá fogo no mundo (outra vez)!

 

 

 

Mereço um cascudo


 

É, passaram-se mais de três dias sem movimentação por aqui, ao contrário das minhas vãs promessas anteriores. A responsabilidade por isso é de uns bárbaros do Velho Mundo que passaram por aqui neste feriado e tentaram me levar para o caminho da perdição, do álcool e das massas. No que foram bem sucedidos.

Hoje me restam as lembranças e as ressacas tão somente. Das lembranças, falo assim que a ressaca passar. Da ressaca, não vou nem falar. Puta que pariu. Acredito plenamente que o fígado humano irá evoluir darwinamente até um estágio onde será imune aos efeitos danosos do álcool. Até lá, sofrimento e Aspirina.


 

 

 

 

02 setembro, 2004

 

Sobre o cara aí de cima


 

Ah, sim, antes que algum neo-marcathista leitor de Veja venha perguntar sobre o comedor de criancinha que agora ilustra o SUBMUNDO, venho esclarecer que o Lênin está aí mais por uma questão de estética do que de ideologia (mas também por ideologia). Isso aí é um antigo pôster da propaganda soviética que eu encontrei em minhas andanças pela internet. Nada melhor que um ícone dum mundo que não mais existe para ilustrar um SUBMUNDO.

Vão dizer que Lênin era tirano e mandou matar muita gente. Bom, Che Guevara também mandou gente pro paredão e as grifes da moda não parecem se importar. Quase todos os heróis da História ou dos quadrinhos reconhecem a importância de pegar em armas e dar pipoco em inimigo para construir um "mundo melhor". Jesus não matava mas condenava ao inferno - sofrimento pior que a morte, pelo que dizem. O Apocalipse da Bíblia parece a linha mestra das teorias revolucionárias: um mundo melhor virá, mas antes disso o pau vai quebrar e haverá choro e ranger de dentes pra todo lado.

Por outro lado tem o Ghandi e os adeptos da "resistência pacífica", que apesar de todas as diferenças têm uma fundamental semelhança com os vermelhos: também assumiam as últimas conseqüências - morrer, se fosse preciso, mas nunca matar - na construção do mundo que queriam. Talvez achavam que a eliminação do outro não era necessária, apenas a de alguns deles próprios.

No fim das contas, Jesus, Guevara, Lênin e Ghandi foram todos derrotados, portanto não dá pra dizer quem tinha razão.

 

 

 

 

01 setembro, 2004

 

Desta vez, vamos!


 

Como deu pra reparar, estive nos últimos meses ocupado com família, trabalho, vida conjugal e outras coisas sem muita importância.

Agora estamos de volta, desta vez em definitivo. Se eu ficar mais de 3 dias sem atualizar esta bagaça, podem me dar um cascudo.

O conteúdo é mais ou menos o mesmo de sempre, porém em nova embalagem. Dei uma consertada nos comentários - porque do jeito que tava era uma bosta. Do lado esquerdo vou colocar os troços que eu prometi - as edições do e-zine, links pruns lugar aí, enfim.

Ah, sim, estou aceitando colaboradores - viu, Milen? Claro que vamos ter que manter a tal "coesão editorial", estas viadagens. E colaboradores insubordinados contra-revolucionários serão prontamente expurgados prum Gulag nas redondezas.


 

 

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