07 julho, 2004

 

Legendas a preços módicos


 

Um tempo atrás, nossos ilustres parlamentares apareceram com a idéia da "fidelidade partidária". Quem não votasse conforme o partido seria expulso e perderia o mandato. Um parlamento inteiro de vaquinhas de presépio, nada de Heloísas Helenas e Babás.

Esqueceram-se, porém, de um ponto fundamental. No Brasil não existem partidos políticos. A rigor, tem uma meia-dúzia, todos de esquerda. O resto é legenda, mera exigência legal para se meter em câmaras municipais e outras "boquinhas". Um vereador ou deputado estadual dum PMDB da vida deve mais fidelidade à sua quinta amante do que ao seu partido.

"Partidões" tipo o PFL espalham diretórios municipais em qualquer fiofó de mundo por este Brasil afora e não mantêm o menor controle de quem vai lá se filiar. Esses "diretórios" são tipo uma repartição pública, onde o sujeito preenche um formulário, dá pro cara carimbar, paga uma "taxa" e consegue o "documento de filiação partidária", ou coisa que o valha. Pergunta prum vereador do PFL de Conceição do Mato Dentro o significado da sigla e ele vai ter de pensar bastante para responder. E o PT está indo pelo mesmo caminho, arrumando uma "campanha nacional de filiação" indiscriminada patrocinada por Duda Mendonça. Querem "fidelidade partidária" mas são os primeiros a prostituírem os próprios partidos em troca de dividendos eleitorais.

De repente descobrem que um deputado federal eleito PFL do Acre cortava gente ao meio com serra elétrica, ou que um prefeito de Goiás do PP estupra menores da zona rural. Aí o partido expulsa o vagabundo, como se isso consertasse a cagada. O PFL e o PP são notórios por colocar traficantes, assassinos e estupradores em cargos públicos e nunca sofreram qualquer punição. Só os bônus de seus currais eleitorais.

Com uma legislação decente, Jorge Bornhausen e Paulo Maluf seriam enquadrados por formação de quadrilha, tamanha a quantidade de gângsters que abrigam ou abrigaram em suas legendas.




 

 

 

 

01 julho, 2004

 

"Guerra dos Sexos" aqui, não!


 

Um anônimo (ou seria uma anônima?) fez um comentário mal educado sobre o textículo "A Missão Sagrada de Desmentir as Lorotas Feministas Continua". Me acusou de estar corroborando para "a infantilidade da guerra dos sexos". Um equívoco comum às mentes incautas.

Primeiro que, como pacifista, sou contra qualquer tipo de guerra - exceto Counter Strike e guerra de almofadas. Segundo que "guerra dos sexos" não passa de uma troca de estereótipos e preconceitos, como estes e-mails repetidos que a gente recebe de vez em quando. Encaixam-se na categoria "guerra dos sexos" chavões do tipo "ô dona Maria, vai pilotar fogão!", "lugar de mulher é na cozinha"" ou "homem é tudo igual / não presta". Como em toda guerra, a verdade é sua primeira vítima.

Minhas reflexões e questionamentos estão, obviamente, muito acima deste nível. Tratam-se de uma denúncia, sim, contra a campanha de difamação que nós, homens, temos sofrido por parte dos "mass media" (óia que chique!) e da contra-informação feminista há decadas, sob o conluio da doutrina do "politicamente correto".

Entendemos que homens e mulheres se complementam em suas diferenças (desculpa o chavão). Contudo, a mulher é sempre retratada nos "mass media" como bonita, inteligente, bem resolvida, independente e moderna, porque é "politicamente correto" valorizar as "minorias" (embora numericamente a mulher seja, de fato, maioria). Enquanto nós somos freqüentemente mostrados como brutamontes antiquados e abobalhados. É como a Globo na campanha eleitoral de 1989: a mulher é o Collor e o homem é o Lula. A injustiça salta aos olhos de quem, como eu, quer ver.

Além disso, alguns preceitos machistas foram convenientemente deixados de lado pela revolução sexual. Embora admitindo que homens e mulheres são diferentes, numa sociedade justa eles devem ser tratados como iguais, não? Então por que, aos olhos da sociedade, permanecemos com a responsabilidade principal sobre o sustento da prole? Por que não podemos estudar e ir para a faculdade como elas, ao invés de largar os estudos na sétima série para ensacolar compras no supermercado?

O SUBMUNDO vem denunciar a mentira disso tudo e defender o lado mais fraco - já que ninguém quer estar ao lado das "maiorias", o "cool" é defender "minoria". Guerra de sexo não, somos um blog sério e temos contas a pagar.

E continuamos vigilante em nossa missão sagrada contra as vis mentiras feministas.


 

 

 

Quem é o terrorista mesmo?


 

O tempo passa, o tempo voa, e o Exército israelense continua com suas sacanagens. Acho que os oficiais do Ariel Sharon andam com uma lista de estereótipos de inocência no bolso: miram uma velhinha aqui, mulher grávida ali, e menininha de 4 anos carregando boneca acolá. Só falta acertarem o Bambi e a Branca de Neve.

Este site (em inglês, ô seus lusófonos!) explica bem a história do Sionismo e as sacanagens cometidas contra o povo palestino desde tempos imemoriais. Sua autoria está acima de qualquer suspeita - um grupo de "Judeus pela Justiça no Oriente Médio".

Não tô querendo justificar homem-bomba e terrorismo aqui. Acho que uma palhaçada não justifica a outra. Mas nem todo mundo é cristão e magnânimo como eu...



 

 

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